Conservatória Através do Tempo Imprimir E-mail

1789 - A região de Conservatória é dominada pelos índios Araris, para alguns historiadores, às vezes denominados Purus ou Puris. A princípio "Conservatório", mais tarde "Conservatória dos Índios". Iniciou-se a catequese dos índios dessa região. Essa tarefa foi confiada ao Capitão Inácio de Souza Werneck, ao fazendeiro José Rodrigues da Cruz, e ao Padre Manoel Gomes Leal.

1820 - Ao aldeiamento dos índios Araris foi dada uma légua de terras, medidas e demarcadas, e confirmadas por D. João VI, no tempo em que os Ouvidores do Rei, e mais tarde os Juízes de Órfãos, faziam inspeções sobre os bens dos índios. Mas, já nessa época, alguns terrenos foram aforados, mais tarde sendo ocupados por posseiros e descendentes dos antigos foreiros. Não constava na Prefeitura de Valença nenhum documento que destinasse essa légua de terras para os índios.

1824 - Criação do Curato de Santo Antonio do Rio Bonito no lugar designado como Conservatória dos Índios.

1836 - Anexação ao Curato de Santo Antonio do Rio Bonito de uma parte do Curato das Dores pelo decreto n. 56 de 09/12/1836.

16/08/1838 - Aprovado o serviço de arruamento. A planta da aldeia foi confiada ao Major Cesar Cadolino, o mesmo que desenhou a planta de Valença.

1839 - O Curato transformou-se em Freguesia e separada da Freguesia de Valença (dec. 136 de 19/03/1839) confirmado pelos decretos estaduais n. 01 de 08/05/1892 e 1ª de 03/06/1892. Foi construída a primeira capela dedicada a Santo Antonio, no terreno onde hoje se localiza o Colégio Estadual Alfredo Gomes. Essa capela foi destruída em um incêndio anos mais tarde.

1845 - Construção de um cemitério por iniciativa do Major Anastácio Leite Ribeiro, do lado esquerdo da estrada para o Turvo. Denominou-se Cemitério Santo Anastácio. Calçamento da Rua do comércio (hoje R. Dr. Luiz Pinto) e do Largo da Matriz (hoje Praça Getúlio Vargas).

1848 - Funcionamento da primeira escola masculina.

08/01/1949 - O povo de Conservatória enviou ao Governo Imperial, representação pedindo a instalação de uma agência postal, tendo sido instalada nesse mesmo ano e sendo nomeado agente o cidadão Joaquim Pedro de Almeida.

16/06/1849 - Criação de um Distrito de Paz na Freguesia de Santo Antonio do Rio Bonito. Criação de uma Subdelegacia de Polícia.

22/04/1850 - Subscrição para construção de uma igreja em cantaria em substituição à antiga capela destruída em um incêncio, por solicitação do então vigário Pe. João Batista da Cunha, sendo construída a atual Matriz nas terras de Anastácio Leite Ribeiro. Contribuíram para a construção os ricos fazendeiros da região, a Câmara Municipal e o governo da Província. A igreja ficou inacabada, pois lhe faltaram as torres.

1853 - O Barão de Baependi fundou outra escola na Freguesia, também apenas para meninos.

1859 - Instalação de mais escolas particulares: a de José Amaro de Lemos Magalhães e a de D. Rita Sá Lobato.

23/01/1871 - Concorrência pública para construção de novo cemitério em terreno doado por D. Claudiana do Espírito Santo e foi construído por iniciativa do Capitão Antônio Coelho Magalhães, do lado direito da estrada para o Turvo.

26/03/1873 - A Câmara Municipal aprovou o primeiro abastecimento de água da Freguesia, feito com águas da nascente à margem esquerda do Rio Bonito, por iniciativa do Capitão Antônio Moreira C. Magalhães.

1878 - Calçamento da Rua Direita (hoje R. Oswaldo Fonseca).

1880 - Construção de um necrotério em terreno doado por D. Mariana Cláudia de Carvalho. Inicio da construção do Túnel que Chora e da Ponte dos Arcos.

21/11/1883 - D. Pedro II veio inaugurar a estação ferroviária. A estrada de ferro entre Barra do Piraí e Bom Jardim de Minas que passava por aqui foi construída em fases. Só foi concluída em 1909. Calçamento do Largo da Concórdia (hoje, da rodoviária).

1885 - Aprovação de uma proposta para iluminação pública com postes a querosene, do Vereador Adolfo de Carvalho Gomes. Os postes foram doados pelo governo da província.

1895 - Nova canalização de água potável por José Antônio Ribeiro.

1902 - Surto da febre amarela.

1903 - Montagem de uma carpintaria, uma ferraria e luz a gás de carbureto feito por Benjamim Miguel Nossar.

1908 - Nuvem de gafanhotos devorou hortas, plantações e cafezais.

1913 - Construção do jardim de Baixo, hoje Praça Catarina R. Quaglia, por particulares com tanque d´água e jardim.

1918 - Firmado contrato com o cidadão José Justino de Azevedo para instalação e conservação de iluminação elétrica na sede do distrito por prazo de 20 anos. A usina era na Fazenda da Ponte, passando depois para a Usina do Córrego da Prata no Sítio do Silvrestre.

13/06/1931 - Inauguração da Casa de Caridade de Conservatória, por iniciativa do Dr. Luiz de Almeida Pinto.

31/03/1938 - O distrito passou a denominar-se simplesmente Rio Bonito. O nome alterou-se de Rio Bonito para Conservatória pelo decreto estadual n. 392 A.

28/04/1938 - Fundação do Conservatória Futebol Clube.

31/12/1943 - O decreto estadual n. 1055 transfere nosso distrito de Valença para Barra do Piraí, permanecendo assim até 1948.

25/01/1950 - Fundação do C. E. Alfredo Gomes, chamado inicialmente de Escolas Reunidas de Conservatória, passando a se chamar Escola Alfredo Gomes em 1955, por iniciativa do Vereador Pedro Ramos Gomes.

1954 - Fundação do Instituto Medianeira pelo Pe. João Pedron. Primeira linha de ônibus para Valença.

1955 - Loteamento da atual Raia e do Bairro de Santa Catarina.

1961 - Extinção da Rede Mineira de Viação e retirada dos dormentes, com a abertura da estrada de terra entre Conservatória e Barra do Piraí, por iniciativa do então Presidente Jânio Quadros.

1974 - Reforma da antiga estação ferroviária em rodoviária.

1998 - Asfaltamento do trecho de 15 km entre Ipiabas e Conservatória.

2010 - Asfaltamento e inauguração da Rodovia do Contorno.

 
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