Museu Vicente Celestino Imprimir E-mail

Inaugurado no dia 13 de março de 1999, em parceria com a Prefeitura de Valença e a Secretaria de Turismo e Cultura, o museu Vicente Celestino conta com um vasto material pessoal de Vicente Celestino e sua esposa Gilda de Abreu. Conta com a discografia do artista, figurino de filmes e roupas de casamento. Há também uma Galeria dos Imortais, com acervo de outros artistas, e uma sala de pesquisa da MPB, com mais de 2000 fotos, títulos, recortes de jornais e revistas.

Antônio Vicente Filipe Celestino nasceu no Rio de Janeiro em 12 de setembro de 1894, e foi um dos mais importantes cantores brasileiros do século XX. Nasceu no bairro de Santa Teresa, filho de italianos da Calábria, numa família de onze irmãos. Começou cantando quando criança, para conhecidos e era fã de Enrico Caruso. Apresentava-se muito em festas, serenatas e chopes-cantantes.

Sua estreia profissional foi cantando a valsa Flor do Mal, no teatro São José, canção que entrou em seu primeiro disco, vendendo milhares de cópias em 1916 na Odeon (Casa Edison).

Em 1920 montou uma companhia de operetas, emplacando sucessos como Urubu Subiu. Rapidamente alcançou renome. Formou companhias de revistas e operetas com atrizes-cantoras, primeiro com Laís Areda e depois com Carmen Dora.

Na década de 30 começou a demonstrar seus dotes como compositor, lançando alguns clássicos de seu repertório, como O Ébrio, sua música mais lembrada até hoje e inclusive transformada em filme por sua esposa, Gilda de Abreu. Na verdade, duas de suas canções foram tema, mais tarde, para filmes de enorme público dirigidos por sua mulher, Gilda de Abreu, cantora, escritora, atriz e cineasta. Primeiramente O Ébrio, em 1946, e posteriormente Coração Materno, em 1951.

Vicente Celestino teve uma das mais longas carreiras entre os cantores brasileiros. Quando morreu, às vésperas dos 74 anos, no dia 23 de agosto de 1968, no Hotel Normandie, em São Paulo, estava de saída para um show com Caetano Veloso e Gilberto Gil que seria gravado para um programa de televisão. Seu eterno arrebatamento, paixão e inigualável voz de tenor fizeram com que o povo o elegesse como A Voz Orgulho do Brasil.

Gilda de Abreu, sua esposa foi a segunda pessoa a dirigir cinema no Brasil, foi também escritora, cantora e atriz.

Endereço: Rua Oswaldo Fonseca, 63 - Centro
Tel: 24-2438-1134
Visitação: de segunda a quinta das 9:00h às 19:00h, sexta e sábado das 9:00h às 23:30h, e domingo das 9:00h às 16:00h
Curador: Wolney Porto

 
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